Pages

Showing posts with label Osteopata. Show all posts
Showing posts with label Osteopata. Show all posts

Friday, August 8, 2014

CELEBRAÇÃO DAS NOSSAS BODAS DE PÉROLA, NA BAIA DE ALANYA!

Completando duas semanas em Alanya, como tínhamos a idéia de fazermos um cruzeiro pelas  Ilhas Gregas, decidimos que uma viagem de navio com aquelas tonturas, mesmo que o tratamento tinha ajudado um pouco, elas ainda incomodavam e uma viagem como essa poderia ser prejudicial. O osteopata também concordou.

Baia de Alanya..

Tivemos então a brilhante idéia de visitar a Cappdócia, em seguida. Tínhamos ainda  três dias em Alanya e no último dia, seria a celebração das nossas Bodas de Pérola. O dia comecou para nós muito cedo. Sabia que seria longo com tantas coisas à fazer.

Tinha comprado um vestido branco de seda decorado com rendas. Contudo, como o mesmo era longo, mandei cortar até a altura  do joelho. Teria logo pela manhã, depois do tratamento, que ir buscá-lo.

O sol brilhava intensamente e o calor deixava-me mais tonta ainda. Com o cartão do endereço da boutique que comprei o vestido nas mãos, não conseguia encontrar a rua com aqueles nomes estranhos. Jouko teve a idéia de sentarmos com calma, tomarmos uma cerveja "EFES", marca da cerveja turca, estupidamente gelada.

Perguntando aqui e ali, conseguimos encontrar a boutique e fiquei emocionada quando lá cheguei. A dona, uma jovem muito bonita mostrando os seus 35 a 37 anos, já estava a minha espera com: água bem gelada, dois tipos de sucos e até café. Lembro que no dia que comprei o vestido, pedi-lhe água e ela foi comprar. Dessa vez, tudo estava arrumadinho em uma mesinha. Achei aquele gesto, incrivelmente, lindo!

Almoçamos em um restaurante ali perto. Comi um peixe inteiro grelhado chamado BASS e quase sempre pedia esse prato porque gostei muito! Os restaurantes, na Turquia, servem como entrada gratuita um pão típico que eles fazem na hora, porções de azeitonas verdes e pretas, uma espécie de molho com tomates e cebolas e dois tipos de cremes. Um deles, chamado "TZATZIKI", uma mistura de Yogurt, dill, pepino e alho e, às vezes, servem também o "raki" uma bebida típica de lá.

Retornamos ao hotel porque tinha o salão marcado para às 15:00 h. A nossa reserva para o jantar no resturante estava marcada para às 19:30h e teríamos que estar prontos às 19:00h, na recepcäo do hotel, porque o restaurante mandaria um carro nos buscar. O cabeleleiro fez no meu cabelo umas rosas, quase uma obra de arte. Adorei!!




O carro chegou no horário e eu torcia para que fizéssemos a cerimônia antes do pôr do sol, no Restaurante Red Tower Brewery. Fomos recebidos pelo gerente do restaurante e encaminhados para a nossa mesa reservada e adornada com pétalas de flores.




O pôr do sol, na Baia de Alanya, era o cenário perfeito para aquela celebração!! Tudo estava contribuindo para uma noite esplêndida. Música suave, ao vivo, de fundo e um entardecer de encher os olhos de qualquer pintor. Finalmente, depois do nosso jantar, era chegada a hora da cerimônia, quando gerente do restaurante perguntou:

- Sr. Rutanen, queres passar os próximos trinta anos da sua vida em companhia dessa senhora?
-Sim, respondeu meu marido.
-Sra. Rutanen, queres passar os próximos trinta anos da sua vida com esse senhor?
-Sim, respondi. Não apenas os próximos trinta anos e sim, toda a eternidade!

Nessa hora, com as lágrimas escorrendo nas nossas faces, nos abraçamos e a champanhe foi aberta para o nosso brinde. Tudo isso, com uma música suave de fundo, tendo como cenário o pôr do sol da Baia de Alanya.









Ainda emocionada, fui surpreendida com o meu marido colocando um colar de pérolas verdadeiras no meu pescoço! Faltou-me respiração!! Aquela foi uma surpresa muito linda! O colar,  além da garantia de 10 anos, tinha dentro da caixa azul marinho de veludo, o desenho feito pelo joalheiro, concordado por Jouko. Tudo isso foi filmado pelo garçon e algumas pessoas, de outras mesas, levantaram-se e deram uma salva de palmas!!


Tudo seria perfeito se aquele vídeo da cerimônia, acidentalmente, não tivesse sido deletado, quando a minha câmera avisou que não tinha mais espaço, comecei a deletar algumas fotos e, por acidente, o vídeo foi junto!

Embora deletado o principal vídeo, ainda ficou esse do nosso jantar (Ver abaixo):



Mesmo assim, penso que tudo foi perfeito porque esses lindos momentos que eu e meu marido passamos ficaram registrados em nossos corações para todo o sempre!




Saturday, August 2, 2014

NOSSA CHEGADA NA RIVIERA DE ALANYA, NA TURQUIA.

O nosso vôo de Helsinki até Gasipasa, teve duração de 4 horas. Foi muito tranqüilo e eu, quando estou voando com meu marido, sinto uma proteção imensurável, muito embora não gosto de voar. O nosso avião era um Airbus 321 da empresa aérea finlandesa FINNAIR.



Na descida, acima do mar, já visualizávamos as montanhas, contrastando com o azul anil do mar mediterrâneo, apesar de já está escurecendo.

O nosso desembarque foi rápido, a retirada das bagagens e controle de passaportes também. Lá fora, o ônibus da Apollo Matka, Agência de viagem da Finlândia, já estava a nossa espera para nos levar ao Hotel Okan Tower, com uma distância de 33 quilômetros. Mesmo chegando à noite, me dei conta que estávamos indo pela orla e com a iluminação, dava bem para ver a quantidade de flores naqueles jardins belíssimos!



Chegamos no nosso hotel. Quando fizemos a reserva, ficamos sabendo que lá havia uma mini clínica de um osteopata (profissonal que trata a coluna com manipulações) e a minha esperança de conseguir um tratamento com ele era grande. Fomos muito bem recebidos e ali mesmo na recepção, perguntei sobre esse profissional e pedi que me procurasse o mais rápido possivel. 

Chegamos no quarto e, logo de imediato, percebi o coração de flores no meio da cama, dando-nos as boas vindas. Tomei um banho bem quentinho e ainda tivemos tempo para descer ao restaurante e pedir o nosso jantar. Quando estavámos jantando, o garçon avisou que o osteopata estava à espera para falar comigo, depois do jantar.

Mimos da camareira

 

Marcamos o primeiro tratamento, logo para o dia seguinte, apesar de ser um domingo.

- Senhora, dizia-me o Osteopata: não lhe dou nenhuma garantia do alívio para as tonturas, claro que farei o possível para que elas diminuam, porque são causadas pelo desgate das vértebras e uma leve compressão que tens na medula. Porém, farei o meu melhor para aliviá-las. Mas, te garanto que as dores lombares e cervicais serão minimizadas com o tratamento que começaremos agora.

Depois de um sono reparador, pois estávamos muitos cansados com a maratona da viagem, acordamos por volta das sete (coisa rara para mim), devido ao horário do café da manhã, que era das sete às nove e às dez, estaria começando o tratamento.

Esse tratamento tinha a duração de uma hora todos os dias. Para iniciar o mesmo, ele usava uma variedade de “óleos essenciais” como: Óleo de alecrim, cedro, sálvia, anis estrelado, citronela, eucalipto, camomila alemã, hortelã, menta e cânfora. Essa última, ele usava por mais tempo, antes de começar a massagem. O início foi muito dolorido, devido a parte muscular estar rígida. Ele descreveu-me que os músculos das minhas costas estavam como um mingau cheio de bolas e isso estava fazendo as tonturas ficarem mais intensas. Era, para mim, um tratamento inusitado, com as aplicações dos óleos quentes e depois resfriamento, sem contar com as manipulações nas vértebras, que doiam tanto a ponto de me fazer chorar. Porém, ele falou que tudo era absolutamente normal, pois por quase dois anos, não tinha tido nenhuma massagem ou outro tipo de tratamento e, depois do terceiro tratamento, iria sentir-me bem melhor. O osteopata também recomendou-me que, depois do tratamento, não poderia de jeito nenhum, tomar banho, pois os óleos medicinais, especialmente a cânfora, teriam que ter um tempo para fazer efeito.

Às doze horas, com um sol escaldante e uma temperatura de 37 graus celcius, fomos para a piscina refrescar-nos. Foi uma delícia, porque depois que tinha feito a cirurgia e o tratamento contra o câncer, não tinha tomado sol, nem frequentado uma piscina.

Por volta das quarto da tarde, com a temperatura ainda muita alta, mas o sol um pouco mais baixo, fomos conhecer a praia de Alanya, que ficava a 800 metros do nosso hotel.




O que vi me deixou sem fôlego, ao longo da orla, até onde minha vista pode alcançar, as árvores decoradas com flores de cores variadas e os canteiros e jardins com rosas e outros tipos de flores. Confesso que, mesmo tendo viajado para muitos outros paises, nunca tinha visto nada igual!!

Monday, July 1, 2013

PROBLEMAS NA COLUNA

De volta à Finlândia, em pleno verão europeu de 1996, minha coluna incomodava-me muito. Fui orientada por um homeopata a fazer um tratamento com um osteopata, especialista em um tipo de tratamento baseado em homeopatia, no qual o médico manipula a coluna do paciente com as mãos. Eu ia duas vezes por semana para uma clínica e sentia muitas dores na perna esquerda e na região lombar, por isso, quando as dores ficavam intensas, o tratamento era feito em minha casa mesmo. Uma das vezes em que estava dirigindo da clínica para casa, senti que não podia respirar direito e que as pernas estavam fracas. Não conseguia encontrar um lugar para parar o carro, pois estava em uma autoestrada, mas, mesmo assim, dirigi ainda por mais sete quilômetros até chegar a minha casa. Não me lembro direito de como consegui parar o carro, só de que falei ao telefone com meu filho, que estava na casa da namorada, mas não pude falar com Jouko porque estava em reunião na empresa. Ricardo encarregou-se de chamar a ambulância, que chegou alguns minutos depois, quase ao mesmo tempo em que ele. Esse tipo de serviço na Finlândia é realmente muito rápido. Na chegada deles, eu estava na cama tentando respirar direito e não conseguia. Colocaram-me uma máscara de oxigênio e fui levada direto para o hospital, onde me disseram que havia tido uma hiperventilação – a entrada de muito ar nos pulmões – e que minha pressão havia subido muito.



Fiquei algumas horas no hospital mesmo depois de fazer todos os exames. Àquela altura, já estavam comigo Anapaula, Jouko e Adriana. Voltei para casa sentindo-me bem e, a partir daí, comecei a controlar minha pressão arterial com remédios, e Jouko providenciou um aparelho para medi-la sempre. Continuei a fazer o tratamento de coluna com o osteopata, mas sentia uma melhora muito pequena.

Jouko fazia um projeto na Alemanha, e eu não estava com ele devido ao meu tratamento de coluna, porém ele veio passar conosco o Natal e o Ano Novo, retornando depois para a Alemanha.

No início de janeiro, sentia que aquele tratamento, além de muito caro, não estava ajudando muito. Ouvi falar de um médico ortopedista inglês que trabalhava em Londres e estava aplicando injeções de cortisona na coluna para eliminar inflamações. Não perdi tempo, liguei para ele e marquei uma consulta para a semana seguinte, aproveitando minha ida ao Brasil, e pagando um pouco mais pela passagem para ficar três dias em Londres. Esse médico conversou comigo, dizendo que eu teria que fazer pelo menos três aplicações, mas, para isso, precisaria permanecer por mais de três dias em Londres depois que fizesse cada aplicação, pois precisaria de repouso. Então acertamos que, depois de três meses, iniciaria meu tratamento ao retornar dessa viagem ao Brasil.

Minha estadia no Brasil era sempre boa uma vez que ficava com meus familiares e aproveitava o sol, coisa rara na Finlândia, procurando sempre estar na praia. Por outro lado, o momento de meu retorno, em meio à despedida de meus parentes, era sempre doloroso para todos nós.

Depois de uma viagem longa e cansativa, desci em Londres para a primeira aplicação da injeção de cortisona. O médico preparou-me:

– Senhora Maria José, não tenha medo. Vai ser um pouco dolorido, mas muito rápido. Procure relaxar o quanto puder, pois ajuda muito.

Procurei ficar tranquila o máximo que pude, apesar, é claro, de estar com medo. Mas tudo correu bem. Fiquei algumas horas de repouso na clínica e depois tomei um táxi para o hotel. Quando retornei à Finlândia, já estava sentindo certo alívio.

Depois de uma semana, fui à Alemanha para ver meu marido. Já não aguentava mais de saudades dele, não o encontrava há quase quatro meses. Ele estava à minha espera no aeroporto de Berlim. Seguimos de carro para Beeskow, uma cidade a sessenta e cinco quilômetros de Berlim, onde ele estava trabalhando. Morava em uma casa grande e confortável, e havia uma senhora que ia lá todos os dias para cozinhar e fazer a limpeza.

Beeskow, Alemanha

Fotos by blackbirdxx

Foto by mitue via Flickr

A cidade era pequena, e tive um pouco de dificuldades para comunicar-me. Pelo fato de essa região ter pertencido à Alemanha Oriental, quase ninguém falava inglês, o que me fazia depender de Jouko, que falava alemão, para ser meu tradutor quando necessário. Perto de onde morávamos, havia um restaurante ao lado do rio no qual se servia uma truta com amêndoas que era uma delícia. Também, em outro lugar, tinha um castelo do século XIX que fora transformado em um restaurante onde foram conservados a arquitetura, os móveis e também alguns pratos da época no menu, como, por exemplo, faizão com frutas e arroz selvagem. Os garçons vestiam trajes desse século.

Minha coluna continuava a incomodar, por isso, procuramos um médico em outra cidade chamada Eisenhuttenstadt. No consultório, conversamos com o médico, e, enquanto me examinava, sem aviso prévio, aplicou uma injeção em meu pescoço. Assustei-me porque não esperava, mas, como num passe de mágica, a dor de cabeça que sentia desapareceu. O médico falou que, se ele tivesse me avisado da injeção, eu não deixaria. Deveria fazer fisioterapia duas vezes por semana, e, para isso, era necessário que Jouko deixasse o trabalho por duas horas para acompanhar-me. Passaram-se dois meses e embora estivesse fazendo tudo que o médico havia recomendado, inclusive as caminhadas e os exercícios, não sentia nenhuma melhora na coluna. Parecia que nada acabaria com as minhas dores.

Resolvi, então, voltar à Finlândia e, de lá, providenciar a passagem para Londres, onde faria o resto das aplicações de cortisona. Antes disso, teria que esperar por uma semana porque Anapaula estava se formando. Decidimos que não faríamos a festa em casa, como a de Ricardo. Anapaula conseguiu o restaurante do colégio, onde fizemos uma bela decoração toda amarela e laranja. Convidamos muitas pessoas, em torno de cem, entre amigos nossos e de Anapaula. O trabalho também foi muito porque teríamos que deixar o restaurante pronto antes das nove da manhã. Foi possível usar tudo do local, como pratos, talheres, copos de água, taças de vinho branco e tinto, pratos para sobremesa e outros, diminuindo, assim, nosso trabalho. Só precisei levar toalhas de mesa, guardanapos, flores, comidas, doces e bebidas, e dentre essas, um vinho tinto brasileiro, da região do rio São Francisco, chamado Amazon.



Às nove horas em ponto, estávamos todos sentados, e, em seguida, começou a cerimônia, que demorou em torno de duas horas. Às onze horas, descemos para o restaurante a fim de receber os convidados. À proporção que as pessoas iam chegando, a quantidade de rosas aumentava. Enquanto Anapaula recebia os convidados, eu me encarregava de arrumar um lugar para as flores. As pessoas iam chegando aos poucos já que neste o dia todos os estudantes estavam se formando, e muitas eram convidadas para participarem também de outras festas. No final da tarde, o restaurante estava completamente lotado. Dessa vez, para facilitar, servi só comida fria como saladas, salmão defumado e peru fatiado. Ricardo e sua namorada, que era soprano, animaram a festa até meia-noite. A mãe do noivo de Anapaula levou dois bolos de formatura muito bonitos e deliciosos e também me ajudou a servir os convidados.

Logo após a formatura, providenciei, junto à agência de turismo, uma viagem para Londres para continuar o tratamento da coluna. O hotel ficava a vinte minutos de carro da clínica, localizado em uma rua ao lado da famosa Ponte de Londres, um dos pontos turísticos da cidade. Como eu havia feito a primeira aplicação no final de abril do mesmo ano, já sabia que sentiria dor, mas, apesar disso, tudo correu bem. Teria que esperar mais uma semana para tomar a seguinte. Aproveitei o tempo livre para visitar os pontos turísticos que lá existem, como o Museu de Cera, o Museu de História Natural e outros. No final de semana, estava tomando o café da manhã quando ouvi alguém falar português. Era um casal de São Paulo com dois filhos, que estavam hospedados no mesmo hotel, mas não havíamos nos visto antes. A partir dali, tive companhia por mais três dias. Íamos jantar juntos, visitar pontos turísticos, como a troca de guarda no Palácio. Na partida deles, trocamos nossos endereços.

Ponte de Londres by  Les Voyage de Cath via Flickr
A Troca da Guarda no Palácio de Buckingham (Foto by Márcio Cabral de Moura via Flickr)
Museu de Históra Natural de Londres - Foto by Márcio Cabral de Moura via Flickr

Interior do Museu de História Natural - Foto by Andre Santiago via Flickr

Antes da terceira aplicação, fiz, com uma fisioterapeuta vinda da Nova Zelândia, como parte do tratamento, algumas sessões de fisioterapia. Quando fiz a terceira aplicação, já me sentia melhor, com mais confiança e otimismo quanto ao tratamento. Antes de minha partida, fui ao teatro assistir a peça Miss Saigon. Adorei!

Retornei à Finlândia, Jouko estava à minha espera no aeroporto, pois já havia voltado da Alemanha, e fomos direto para nossa casa de verão em Saarijärvi. Ele tirou férias de um mês, e, com sua ajuda, comecei a me recuperar. Existe lá uma área verde, uma espécie de parque com lugares adequados para caminhadas. É muito lindo. Tem uma vista belíssima: na parte de cima, a floresta e, embaixo, um lago com águas límpidas de um azul de tirar o fôlego. Íamos todos os dias fazer caminhadas. No início, Jouko me acompanhava com o carro, caso eu sentisse alguma dor. Depois, já recuperada e andando normalmente, ele caminhava comigo. Adriana estava de férias e foi passar uns dias conosco. Ela também me acompanhava nas caminhadas. Jouko retornou ao trabalho e fiquei lá ainda por algumas semanas. Nos finais de semana, ele dirigia mais de quatrocentos quilômetros para ficar comigo.

Caminhada com a sauva - em Sààrijärvi, onde fica a nossa casa de verão. Esse local fica próximo à casa onde Jouko nasceu.

Com as chuvas, chegavam os cogumelos silvestres, que são uma iguaria da Finlândia. Comecei a apreciar a colheita, indo todos os dias para a floresta e sempre voltando com a cesta lotada. Lógico que, para isso, a esposa de meu cunhado, que é nutricionista, deu-me aulas de como identificar os comestíveis e como prepará-los também. Foi uma verdadeira terapia. Entre os comestíveis, existem dois que são muito gostosos e são as estrelas apreciadas por todos os finlandeses. O primeiro chama-se kantarelli (Cantharellus Cibarius), de cor amarelo-ouro, com formato de uma flor. O outro, de tamanho bem mais avantajado, tem o caule branco e a parte de cima de cor marrom, conhecido como herkkutatti (Boletus Edulis). Há outros também da mesma família, como por exemplo, o Boletus Pinophilus, que tem a cor marrom mais escura. Não seria possível mencioná-los todos aqui, pois a variedade é muito grande, e são encontrados nas florestas de norte a sul da Finlândia entre maio e agosto. Existe outro tipo chamado suppilovahvero (Cantharellus Tubaeformis), que cresce na floresta de setembro a outubro e também é uma delícia. O curioso é que a quantidade desses cogumelos é tão grande que os finlandeses, como forma de terapia, vão para as florestas colhê-los para uso próprio. E ainda é necessário que algumas empresas alimentícias contratem pessoas vindas da Tailândia, Vietnã e Filipinas para esta colheita. Esses trabalhadores eventuais vêm para a Finlândia com todas as despesas pagas.